15/07/2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é ser discreto.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo,
vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas,
Chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

13/07/2011

Música na cabeça ou A Música parou


A MÚSICA PAROU


Se fosse no meu tempo eu diria: a agulha enroscou, se fosse no tempo do meu filho mais velho ele diria: o cd está riscado, agora, dizemos: não está lendo o pendrive.

O rapaz, adolescente ainda com seus 17 anos, músico, não destes que tocam em festas, nem destes que estudam muito. Não ele apenas tem a música na cabeça, constantemente. Todo objeto que pega se transforma em instrumento.

Agora não está mais assim, temos a sensação que a música parou de tocar. Ele está lá jogado no sofá, com o olhar morto, de uma tristeza que parece não ter fim. Claro que ele já levou uns tocos, todo mundo leva e supera rápido porque não tinha amor, era só “ficar”. È chato mas passa logo.

O problema é que desta vez era pra valer, fez tudo direitinho. Estava amando. Por ser o primeiro, não sabia bem como agir com as inseguranças e com os atritos, os ajustes necessários para todo casal. Falava demais, sofria demais com qualquer mudança.

Primeiro “pé” dói, mas dói muito. Dói porque ainda não temos a couraça que vamos adquirindo ao longo dos “pés”. Todos doem, mas com o tempo sabemos que isso passa. É como um luto, primeiro atordoa, depois dá muita raiva, vem o desanimo e a desesperança logo depois. Doe muito! Mas como o primeiro, não tem igual.

Só o tempo vai trazer a música de volta para a cabeça do garoto. Alias, as vezes ate pode- se perceber um movimento dos braços, como se estivesse tocando uma bateria, logo os braços caem ao longo do corpo. Mas a música está voltando. Devagar a musica está voltando